segunda-feira, 16 de maio de 2016

O CANGAÇO




Movimento popular que ocorreu em vários estados do Nordeste durante a Primeira República, envolvendo pessoas das camadas mais pobres da população, foi o cangaço.Grupos de homens e mulheres armados percorriam o sertão, realizando assaltos em fazendas, povoados e cidades e causando grande medo na população.
Os cangaceiros não se intimidavam com o poder dos coronéis, da polícia ou dos governos estaduais e federal.Agindo fora da lei, foram perseguidos durante vários anos.Sua bravura e desobediência fizeram com que fossem admirados por outros sertanejos.
O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.Ele liderou um bando que chegou a ter trezentos membros e atuou nos estados de Sergipe,Alagoas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará, entre 1920 e 1938.

CANUDOS



        No final o século XIX, a população do sertão nordestino vivia em situação de miséria e abandono. O povo ficava submetido ao domínio dos coronéis.É nesse contexto que se organizava o arraial de Canudos.

        O pregador religioso Antônio Vicente Mendes Maciel, conhecido como Antonio Conselheiro, atraiu grande número de pessoas, que passaram a segui-lo.Em 1893, ele e seus seguidores se estabeleceram no lugar chamado Canudos, no sertão da Bahia.Ali passaram a viver, ataindo cada vez mais homens e mulheres, muitos deles ex-escravizados.O arraial cresceu e chegou a reunir cerca de 25 mil pessoas.
        Canudos era um arraial independente, onde as pessoas trabalhavam e viviam livres, sem depender de nenhum coronél.Por isso, as autoridades e os fazendeiros queriam destruí-los.Eles temiam que mais trabalhadores rurais abandonassem as fazendas e que se formassem outros povoados como Canudos.
       Além disso, as pregações do Conselheiro incomodavam a Igreja Católica e também o governo federal, que o acusava de ser contra a repúlica.
        Em 1896 e 1897, tropas dos governos estadual e federal fizeram vários ataques contra o arraial.Os seguidores do Conselheiro se defenderam vigorosamente, mas Canudos foi completamente destruído.Quase todos os seus habitantes foram mortos.

OS CORONÉIS E AS PRÁTICAS ELEITORAIS







          No início do século XX, a maior parte da população brasileira vivia no campo, mas poucos eram donos de terras.A maioria era muito pobre e só sabia escrever o nome, o que era suficiente para votar.
          A influência dos grandes fazendeiros, chamados de coronéis, ia muito além de suas terras.Os coronéis ofereciam favores á população pobre em troca de votos para os candidatos que apoiavam.Esses favores variavam desde alimentos, calçados e remédios até atendimento médico e empregos.
          Era com essa "ajuda" dos coronéis que os políticos indicados garantiam a vitória nas urnas.E em troca da vitória, também ofereciam favores aos coronéis, como a construção de estradas e outras melhorias na região de suas propriedades.
           Muitas vezes, os coronéis ameaçavam os eleitores e chegavam a usar de violência para eleger seus candidatos.Contratavam jagunços para punir quem não seguisse suas orientações.Essa prática ficou conhecida como voto de cabresto.
           Também eram comuns as fraudes nas eleições, como um mesmo eleitor votar várias vezes ou votar em nome de uma pessoa falecida.

O PODER DAS OLIGARQUIAS







Durante a Primeira República, o poder político era controlado por um grupo político dominante, quer dizer, por uma oligarquia.
Nessa época, as principais oligarquias eram formadas pelos grandes proprietários de terras, especialmente os fazendeiros de café de São Paulo e Minas Gerais.Os presidentes do Brasil nesse período pertenciam ou estavam ligados a esses grupos.
O poder econômico e o grande número de eleitores desses estados garantiam que suas oligarquias dominassem a política do país.Através de acordos, os políticos paulistas e mineiros conseguiam indicar o candidato e fazer com que fosse eleito alternadamente o presidente.Numa eleição era indicado candidatos dos paulistas, e na seguinte, o candidato dos mineiros.
Essa manobra, conhecida como política do café com leite, desagradava ás oligarquias dos demais estados.

UMA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA

       





        Depois do 15 de novembro, estabeleceu-se um governo provisório que permaneceria no poder até que fosse eleito um presidente.
       Teve início, então, o processo de organização do Estado republicano e suas instituições.Era preciso definir a distribuição de poderes, o processo eleitoral, a participação política, direitos e deveres dos cidadãos.
       Para isso, foi convocada uma Assembleia Constituinte para elaborar a nova Constituição.
        Em 1891, a nova Carta Magna foi promulgada.Havia muitas mudanças em relação á Constituição do Império, como:

  • Forma de governo - República
  • Poderes - Executivo,Legislativo e Judiciário
  • Divisão política -As antigas províncias passavam a ser estados, formando a República dos Estados Unidos do Brasi l(nome oficial).Embora contitinuassem ligados ao poder central, os estado teriam mais autonomia.
  • Eleições - A escolha de deputados, senadores e presidente da República seria feita por eleição direta.
  • Voto - Era aberto (não secreto).Tinham direito ao voto os homens maiores de 21 anos alfabetizados, exceto os militares de baixa patente e membros do clero.As mulheres não podiam votar.

LUTERANISMO - INÍCIO DO MOVIMENTO REFORMISTA






           A Reforma Protestante teve como um dos principais iniciadores Martinho Lutero (1483-1546).Nascido em Eisleben, cidade que pertence á atual Alemaha, Lutero estudou Direto por enfluência do pai.Tinha, no entanto, inclinação para a vida religiosa e, em 1505, após quase ter morrido em uma violena tempestade, ingressou na Orem dos Agostinianos, que segue as concepções de Santo Agostinho.
          Em 1510, Lutero viajou a Roma, sede da Igreja Católica, onde teve impressões decepcionantes em relação ao alto clero.Ele regressou abalado com aquilo que considerou um ambiente de corrupção e avareza.
          Em 1511 e 1513, Lutero aprofundou-se nos estudos religiosos e amadureceu suas ideias teológicas.Numa das epístolas do apóstolo Paulo(que fazem parte do Novo Testamento bíblico) encontrou algumas passagens que lhe pareceram fundamentais, como "Aquele que é justo pela fé viverá" (Romanos, capitulo 1, versículo 17);"De fato, nós estimamos que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei"            ( Romanos cap.3 vers.28).Interpretando essa mensagem, Lutero concluiu que o ser humano, corrompido em razão do "pecado original", só poderia salvar-se pela fé em Deus.Assim, a fé em Deus, e não as obras humanas, seria o único instrumento de salvação, graças á misericórdia divina.
         Depois de um período de tensões, em 1517 Lutero deu o passo decisivo que provocaria seu rompimento com a igreja católica.Com o objetivo de arrecadar dinheiro para a construção da Basílica de São Pedro, o papa Leão X autorizou a concessão de indulgências aos fiéis que contribuíssem financeiramente com a obra.
        Escandalizado com a atitude do papa,Lutero afixou na porta da igreja de Wittenberg    ( cidade da atual Alemanha) um manifesto público - as 95 teses - em que protestava contra essa medida e expunha alguns elementos de sua concepção religiosa.
Tinha início uma longa discurssão entre Lutero e as autoridades católicas, que culminou com a sua excomunhão, em 1521.Para demostrar seu desprezo á igreja católica, Lutero queimou em praça pública a sua bula papal que o condenava.
        Depois da excomunhão, Lutero passou a divulgar sua doutrina religiosa pelo norte da Europa, com o apoio de diversos membros da nobreza e da alta burguesia.
       O luterismo não aceitava o culto dos santos, promovido pelos católicos, a adoração de imagens religiosas e a autoridade do papa.Em vez dos sete sacramentos católicos, só reconhecia validade bíblica em dois deles: o batismo e a eucaristia.
       Após a excomunhão, Lutero foi perseguido pelas autoridades católicas, que, entretanto, não conseguiram impedir a difusão de sua doutrina.

domingo, 15 de maio de 2016

A CAFEICULTURA



O café é originário da Etiópia, na África.Por volta de 1600 era conhecido na Europa por suas propriedades medicinais e estimulantes.A partir de 1750, os europeus passaram a consumi-lo como bebida.Hoje o café é considerado a bebida mais popular do mundo.

      O café foi trazido para o Brasil em 1727, para a cidade de Belém, no atual estado do Pará.Era cultivado nos quintais e jardins das casas para consumo próprio.Depois, foi plantado no atual Amazonas e no Nordeste.
     Só em 1773, mudas de café foram plantadas no Rio de Janeiro.Percebeu-se então que aí o solo era proprício ao seu cultivo.
     Por ser um produto bastante procurado em outros países, o café despertou o interesse dos fazendeiros, que logo perceberam ser um negócio lucrativo.No início, a produção do café era semelhante á da cana: monocultura em grande propriedade, destinada á exporação, usando mão de obra escrava.
     O café foi cultivado no Brasil com sucesso.Tanto sucesso que o país se tornou o maior produtor mundial do produto.
     Em menos de um século as lavouras cafeeiras se espalharam pelo estado de São Paulo e alcançaram Minas Gerais e depois o norte do Paraná.Foi esse movimento de expansão do cultivo que ficou conhecido como marcha do café.
     O trabalho nas fazendas começava com a limpeza da área destinada ao cafezal.Derrubava-se e queimava--se a mata nativa para preparar a terra e fazer a plantação.Cerca e quatro anos depois, podia ser feita a primeira colheita.Na colheita, os frutos eram apanhados e depois peneirados para eliminar terra, pedra, folhas e galhos, e eram lavados em tanques e colocados para secar nos terreiros.Por último, os grãos deviam ser socados para remover as cascas e finalmente embalados em sacos feitos de juta.
     Em 1850, o tráfico de escravos para o Brasil foi proibido por lei, e a vinda de africanos escravizados teve fim.Assim, na segunda metade do século XIX,em algumas fazendas, principalmente de São Paulo, os cafeicultores começaram a substituir os trabalhadores escravizados por trabalhadores imigrantes assalariados.
     Ao longo do século XIX, os brasileiros assistiram a várias transformações políticas, sociais e ambientais no país.Essas transformações estão associadas principalmente ao sucesso da economia cafeeira.
    Na década de 1820, de cada cem sacas de café vendidas no mundo, só 18 eram de café brasileiro.Quarenta anos depois, o Brasil já era responsável por cerca de metade do café produzido no mundo.Ena década de 1880 o país erra o principal produtor mundial.