domingo, 15 de maio de 2016

AS ESTRADAS DE FERRO




No início, do Vale do Paraíba aos portos do litoral, principalmente o do Rio de Janeiro, as sacas de café eram transportadas no lombo de burros, em caravanas conduzidas por tropeiros.
Com a expansão da cafeicultura, o governo e os fazendeiros perceberam que era preciso um meio mais rápido para transportar a produção: ferrovias.A primeira ferrovia do Brasil ficou pronta em 1854.Ela ligava a cidade do Rio de Janeiro a Fragoso, perto de Petrópolis.
Em 1855 começou a ser construída a Estrada de Ferro Dom Pedro II, unindo as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, passando pelo Vale do Paraíba.
Em 1889, a ferrovia passou a ser chamada Estrafa de Ferro Central do Brasil.

O PROCESSO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO




Desde o início da colonização, no Brasil, too trabalho era realizado por pessoas escravizadas, principalmente africanos.Foram mais de três séculos até terminar a escravidão.Como ocorreu esse processo?
No século XIX, alguns países europeus tinham interesse em pôr fim ao trabalho escravo.A Inglaterra era um desses países.
Em 1845, os inglesses aprovaram uma lei proibindo o tráfico de africanos.Desde essa data, a marinha inglesa estava autorizada a aprisionar os navios negreiros.Sua tripulação podia ser julgada em tribunais da Inglaterra.
Em 1850, pressionado pelos ingleses, o governo brasileiro extinguiu o tráfico de escravos com a Lei Eusébio de Queirós.
Depois da aprovação da Lei Eusébio de Queirós, intensificou-se o movimento favorável ao fi da escravidão.Muitos deles eram descendentes de africanos.As pessoas se manifestavam em passeatas e comícios, obras literárias, artigos de jornais e panfletos.
Entre os escravizados, multiplicavam-se as revoltas e as fugas para os quilombos.
As crescentes pressões do movimento abolicionista levaram á criação de algumas leis.
Lei do Vento Livre, de 1871.Os filhos de mulheres escravizadas que nascessem a partir dessa data seriam considerados livres.Mas deviam continuar com os fazendeiros até que tivessem 21 anos.
Lei dos Sexagenários, de 1885.Garantia liberdade aos escravizados com mais de 60 anos de idade.Ess lei também tinha pouco efeito, pois a maioria dos escravos não chegava a essa idade.
Somente em 13 de Maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea, que põs fim á escravidão.Todas as pessoas escravizadas se tornaram livres.
Após a abolição, alguns ex-escravos continuaram trabalhando nas fazendas de café e em outras atividades no campo, já como pessoas livres.No entanto a maioria foi para as cidades em busca de trabalho.

sábado, 14 de maio de 2016

JOGO DE TABULEIRO - MANCALA



Você gosta de jpgps de tabuleiro? Já ouviu falar no mancala?
Mancala é, na verdade, o nome geral de vários jogos que surgiram na África há muito tempo.Eles já existiam na época em que os africanos foram escravizados e trazidos para o Brasil.
Ele é formado por um tabuleiro e sementes ou pedrinhas.De acordo com o movimento feito no tabuleiro, as sementes têm o sentido de semear ou colher.Quando coloca sementes no tabuleiro, o jogador está semeando.E, quando tira sementes, o jogador faz colheita.
O jogo vem da época muito antiga, em que os africanos viviam apenas da agricultura e do pastoreiro.Daí a ideia de semear e colher.

ESCRAVOS AFRICANOS



        Por mais de trezentos anos, as pessoas escravizadas realizaram quase todo o trabalho no Brasil.Privadas de liberdade, estavam sujeitas a castigos físicos e proibidas de manifestar seus costumes e crenças.Resistiram e lutaram muito, até conquistarem a liberdade.
         A escravidão era praticada por diversos povos de épocas bem antigas.Mas aquela escravidão era diferente pelos europeus nas colônias americanas a partir do século XVI.
Na Grécia antiga, por exemplo, há cerca de 3 mil anos, eram escravizados os prisioneiros de guerra e as pessoas que não conseguiam pagar suas dívidas.Eles faziam parte de um grupo social que não tinha alguns direitos básicos, como a liberdade.
        Os escravos não tinham direto de votar, pois não eram considerados cidadãos.As mulheres e estrangeiro também não eram cidadãos.
Desde o inicio da colonização, praticamente todo o trabalho no Brasil era realizado por indígenas e africanos escravizados.
        O sistema de escambo entre portugueses e indígenas não durou muito tempo.Os portugueses passaram a escravizar os nativos, pois queriam que eles trabalhassem mais e mais.
       Por volta de 1568, comerciantes portugueses iniciaram o tráfico negreiro para o Brasil.Para eles, era um comércio altamente lucrativo.Homens e mulheres e crianças eram aprisionados na África e vendidos no Brasil, principalmente aos senhores de engenho.
Mesmo com o tráfico de africanos, a escravidão indígena continuou.Esse foi um dos fatores que levaram á redução das populações indígenas.
       Muitas vezes, os africanos trazidos eram aprisionados nas guerras entre os inimigos na própria África.Eles eram mantidos em feitorias nos portos do litoral até serem embarcados nos navios negreiros, como eram conhecidas as embarcações usadas para transportar africanos escravizados.
        Partindo da África, o navio levava de três a seis semanas para chegar ao Brasil.Muitos africanos morriam na viagem devido ás condições a que eram submetidos.
Porões escuros e mal ventilados, pouca comida e de má qualidade, espaço muito pequeno para tanta gente. Nessas condições eram comum os africanos terem desidratação e escorbuto.
        No Brasil, os africanos eram desembarcados nos portos de Recife, Rio de Janeiro e Salvador.Os africanos ram exposto e colocados á venda nos mercados de escravo.
Após a chegada, os comerciantes portugueses pasavam óleo de palmeira no corpo dos escravos, para deixar a pele brilhante, com aspecto sadável, melhorando a aparência.
      O preço de venda variava de acordo com o sexo, a idade, as condições físicas e a origem.Os compradores preferiam homens jovens e saudáveis.
Para dificultr a resistência á escravidão, os compradores evitavam adquirir muitos homens e mulheres de uma mesma aldeia.Eles tinham receio de que organizassem rrevoltas e fugas.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O ENGENHO



Originalmente , a palavra engenho referia-se aos equipamentos usados na moagem do açúcar.Com o tempo, passou a designar a propriedade onde se cultivava a cana e se produzia o açúcar.
A vida no engenho girava em torno de seu proprietário, o senhor de engenho.
Ele era a autoridade e controlava toda a vida no engenho, evido, principalemente, aos bens que possuía: a fazenda, os animais, os escravos.
O primeiro engenho foi instalado na vila de São Vicente, localizada no litoral do atual estado de São Paulo.Mas foram os engenhos do nordeste da colõnia, onde hoje se situam os estados de Pernambuco e Bahia, os que mais prosperaram.
A maior parte das terras do engenho era reservada ao canavial.Uma parte das matas era mantida para fornecer lenhas ás fornalhas.
Além do canavial e das matas, outras construções faziam parte do engenho. Havia:
a casa-grande, construção ampla, com vários cômodos, onde o senhor do engenho vivia com sua família;
a senzala, construção rústica, com condições précarias, sem mobília, que era a moradia dos escravos;
a capela, uma pequena igreja onde eram celeradas missas e cerimônias de batismo ou casamento;
o curral, one ficavam bois e vacas utilizadas para abastecimento do engenho e para mover as moendas e os carros de boi;
o local destinado á produção do açúcar, que contava com a cas da moenda, a fornalha e a casa de purgar.

O CULTIVO DA CANA E A PRODUÇÃO DO AÇUCAR




Logo após a chegada, os portugueses tomaram posse das terras e o Brasil passou a ser colônia de Portugal.
Os portugueses começaram a extrair pau-brasil e construíram feitorias no litoral.Foi assim por cerca de trinta anos.
No entanto, eles perceberam que, para impedir invasões estrangeiras e garantir a posse da colônia, somente as feitorias não bastavam.Assim, passaram a ocupá-la e a fazer com que desse riqueza a Portugal.Para isso, cultivaram cana-de-açúcar, pois, na Europa, o açúcar era um produto caro e poderia garantir bons lucros aos portugueses.
Em 1532, Martim Afonso de Sousa, por ordem do rei de Portugal, veio para o Brasil trazendo mudas de cana-de-açúcar, além de pessoas para viver aqui.
Os portugueses passaram a cultivar a cana e a produzir açúcar.
O cultivo da cana começava com a limpeza do terreno.Os trabalhadores escravizados derrubavam parte da mata, e depois, com enxdas ou arados (puxados de bois), preparavm a trra  plntavam as mudas.
A cana era colhida cerca de um ano depois do plantio.Nesse período, os escravos retiravam o mato da plantação e faziam outros trabalhos no engenho.
Na época da colheita, ateava-se fogo ao canavial para facilitar a circulação por ele.Era a queimada.Com fações e foices, os escravos cortavam a cana e carregavam os feixes até os carros de boi.
Em seguida, ela era levada para a casa da moenda, onde se iniciava a produção do açúcar.
Na casa da moenda, a cana era espremida, extraindo-se o caldo.
O caldo era transportado em recepientes de madeira para a casa das fornalhas, onde era cozido até se transformar em melaço.
o melaço seguia então para a casa de purgar, onde era coado e colocado em formas de barro.E ali, durante cerca de dois meses, o melaço ficava secando até endurecer. No final desse período, retiravam-se das formas os chamados pães de açúcar.
Esses pães eram quebrados em torrões e selecionados : os pedaços mais claros eram embarcados para a Europa; e os mais escuros, consumidos no próprio engenho.

ESCAMBO






Para extrair o pau-brasil, os portugueses utilizaram o trabalho dos indígenas.Eram os indígenas que derrubavam as árvores, cortavam os troncos em toras, levavam a madeira até a praia e carregavam os navios.
Em troca do trabalho, os portugueses entregavam os indígenas machados, foices, tecidos, espelhos,pás,facas e outros objetos que eles consideravam importantes.Esse tipo de troca recebe o nome de escambo.
Para armazenar as toras de madeiras que seriam levadas para a Europa, os portugueses construíram feitorias ao longo do litoral, que eram galpões de madeira protegidos por paliçadas.Durante o ano três ou quatro homens permaneciam nas feitorias.