sábado, 25 de junho de 2016

A civilização muçulmana



Enquanto o Império Romano do Oriente lutava
para manter vivas a cultura e as tradições helenísticas, um povo de pastores
semitas mudava o curso da História. Mobilizados pelo profeta Maomé, entraram
em choque com a civilização bizantina e com os novos reinos da Europa ocidental.
Os muçulmanos construíram a civilização mais brilhante da Idade Média,
assimilando o patrimônio cultural dos povos do Oriente Médio e do Extremo
Oriente. Atualmente, o islamismo conta com milhões de seguidores em todo
o mundo.
A península dos árabes
A Arábia é um imenso deserto de pedras e areia. Seus escassos habitantes se
fixaram na costa do mar Vermelho e nos oásis do interior. A península Arábica
era habitada por tribos de beduínos semitas, da mesma origem dos judeus,
fenícios e assírios.
Os beduínos da Arábia eram pastores de rebanhos de cabras e camelos.
Sua principal atividade era o comércio entre os oásis do interior e o litoral.
Nas aldeias, tais como Meca e Latribe, cultivavam a terra.
A religião
Os árabes eram um povo muito religioso. Adoravam Alá, o deus supremo.
Cada tribo adorava seus ídolos. Entre esses ídolos, o mais antigo era uma pedra
preta guardada na Caaba, a casa quadrada de Meca. Segundo a tradição árabe,
Alá teria depositado a pedra preta nas mãos de Abraão, pai de todos os semitas.
O destino desse povo se transformou com a chegada de um líder que
propunha o ideal da unidade árabe e da conquista da Terra pelo povo árabe.
Maomé
Maomé nasceu em Meca em 570. Era pastor e cuidava de caravanas
de camelos. A tradição conta que Maomé recebeu uma revelação do arcanjo
Gabriel, segundo a qual Alá o escolhera para pregar a mensagem de salvação
entre seus irmãos árabes: o Islã, a submissão à vontade divina.
A civilização
muçulmana
Como não sabia escrever, Maomé ditou a revelação a amigos, que reuniram
seus ensinamentos no Alcorão, o livro sagrado do Islã.
Esses são alguns deveres dos fiéis muçulmanos:
l rezar cinco vezes ao dia voltado na direção de Meca;
l ficar em jejum durante os quarenta dias do ramadã, o mês sagrado;
l praticar a caridade;
l visitar Meca pelo menos uma vez durante a vida.
Os ensinamentos de Maomé fortaleceram os laços familiares entre os árabes.
A mulher deixou de ser escrava para tornar-se companheira. A poligamia,
o costume de manter muitas mulheres, teve seu limite fixado em quatro esposas.
O triunfo da nova crença
Perseguido pelos chefes de Meca, por causa dos ataques que
fazia aos ídolos da Caaba, Maomé foi obrigado a fugir em 622, para
Latribe. Os muçulmanos contam os anos a partir dessa fuga. Latribe
ficou conhecida como Medina, a cidade do profeta.
A partir dessa fuga, Maomé começou a pregar a guerra santa
contra todos os infiéis, aqueles que não acreditavam nas suas
revelações. Segundo a crença, os muçulmanos que morrem lutando
pela religião vão direto ao paraíso.
Os habitantes de Medina logo adotaram a nova religião. Em 630,
Maomé e seus guerreiros muçulmanos atacaram Meca. Penetraram
na Caaba e destruíram todos os ídolos, menos a pedra preta.
Após essa vitória, o islamismo se espalhou por toda a Arábia.
Antes de sua morte, em 632, Maomé havia conseguido unificar as
tribos árabes.
O império muçulmano
Com a morte do profeta, seu sogro, Abu-Beker, se proclama califa, palavra
que significa sucessor, e governa em nome do profeta. O califa era um misto de
chefe político e religioso. Tinha como missão preparar os árabes para a conquista
da Terra.
Abu-Beker foi sucedido pelo califa Omar. Durante seu governo de onze
anos, deu-se o início da expansão muçulmana. Guerreiros do Islã atacaram a
Pérsia e o Império Bizantino, ambos debilitados por lutas internas. Em pouco
tempo, graças ao progresso militar atingido pelos muçulmanos, conseguiram
dominar extensos territórios e controlar o comércio do Mediterrâneo.
A Pérsia se rendeu após dez anos de luta.
O Império Bizantino perdeu a Síria para os árabes.
No Egito, Alexandria resistiu ao cerco árabe durante dois anos. Depois,
foi incendiada, junto com sua famosa biblioteca. Os muçulmanos construíram
uma nova capital no Cairo.
Guerreiros muçulmanos conquistaram o norte da África, Líbia e Trípoli,
chegando até o local da cidade de Cartago.
Maomé prega para

seus seguidores.
Com a morte de Omar, o califa Ali continuou conquistando mais territórios. A U L A
Mas, em pouco tempo, surgiram as primeiras disputas internas pelo poder,
ocasionando uma guerra civil. A partir desse momento, duas dinastias governaram
o império muçulmano:
l a dinastia dos Omeíadas, fundada pelo califa Muhawiya;
l a dinastia dos Abássidas, fundada pelos descendentes de Abas, tio de
Maomé.
Os omeíadas: o império árabe
A dinastia dos Omeíadas governou o mundo árabe durante aproximadamente
cem anos. Sob os omeíadas, deu-se a expansão territorial. Os califas
abandonaram Meca e fixaram a capital do império em Damasco, na Síria,
ocupando-se unicamente de questões políticas. Durante esse período, os exércitos
muçulmanos conquistaram o Turquestão, o Cáucaso, a Armênia e chegaram
até a Índia.
No norte da África, conquistaram Túnis, Argélia, Marrocos e chegaram até
o oceano Atlântico. A partir daí, atravessaram o estreito de Gibraltar e tentaram
tomar a península Ibérica e a França.
Em 711, iniciaram a conquista da Espanha visigoda. Atravessaram
os Pireneus e começaram a conquista da França. Em 732, após terem conquistado
um terço do território da França, Carlos Martel os deteve em Poitiers.
Os muçulmanos retrocederam até os Pirineus, mas permaneceram na
Espanha até o século XV, quando foram expulsos pelos reis cristãos.
Os abássidas: esplendor e decadência
Em 750, uma revolta interna derrubou a dinastia dos Omeíadas. Os vencedores
dessa revolta, descendentes de Abas, tio de Maomé, mudaram a capital

do império para a Mesopotâmia, onde fundaram Bagdá.
Os novos califas continuaram a expansão territorial e incentivaram o desenvolvimento
científico e artístico. O apogeu dessa dinastia ocorreu durante o
reinado de Harun al-Rachid (780-810): o império muçulmano se estendeu
desde a Espanha até a China.
Durante esse período ocorreu a ruptura da unidade do mundo árabe
sonhada por Maomé:
l em 760, os árabes da Espanha declaram independência;
l em 968, os árabes do Egito tornam-se independentes.
O império foi dividido em três califados. Em Bagdá, os califas se cercaram de
guardas mongóis que, aos poucos, tornaram-se os verdadeiros governantes.
Os turcos
Os turcos eram tribos asiáticas que vieram da Mongólia, assim como os
hunos, os búlgaros e os húngaros. Após séculos de luta contra o império chinês,
dirigiram-se para a Europa e fixaram-se nas margens do mar Cáspio.
Lá, entraram em contato com os árabes da Pérsia e logo se converteram ao
islamismo. A partir de então, tornaram-se guerreiros de Alá e cuidaram da
guarda pessoal do califa.
Em 1055, uma das tribos turcas mais importantes, a dos seljúcidas, tomou
Bagdá e substituiu o califa pelo seu sultão. Os turcos conseguiram submeter
todos os povos árabes da Ásia e da África, tornando-se um perigo para os reinos
cristãos da Europa.
A cultura muçulmana
Os muçulmanos não criaram uma cultura original, mas assimilaram aquilo
que de melhor havia no imenso império que conquistaram em tão pouco tempo.
Sua civilização deixou marcas de tolerância cultural e de uma fantasia sem
limites.
A organização do império muçulmano
Os árabes foram muito tolerantes com os povos conquistados durante a
Guerra Santa: permitiram que conservassem sua religião, seus costumes e a
administração de seus territórios em troca de um tributo. Por outro lado,
mostravam-se cruéis com aqueles que abusavam dessa benevolência.
O califa era o chefe supremo, civil, político e religioso. Os califas governavam
a partir das capitais do mundo árabe: Bagdá, Cairo e Córdoba.
Nos territórios conquistados, o emir exercia o poder absoluto em nome do
califa.
As principais tarefas de governo eram desempenhadas pelos vizires, ou

ministros, e os xeques, os chefes das tribos.
A economia do mundo muçulmano A U L A
O contraste entre a Europa empobrecida do início da Idade Média
e a prosperidade do mundo muçulmano era gritante. Os árabes dominaram
as grandes rotas comerciais e tornaram-se os maiores intermediários entre
o Oriente e o Ocidente.
As ciências e as letras
Os árabes difundiram na Europa inventos chineses, tais como o papel,
a bússola, a pólvora e o cultivo do arroz e do algodão. Introduziram o cultivo
da cana-de-açúcar nas ilhas de Chipre e na Sicília. Foram grandes fabricantes
de tecidos, tapetes, jóias, cerâmicas e vidro. E também:
l dedicaram-se à química, fabricando remédios, drogas, perfumes e tinturas;
l desenvolveram a cartografia e a astronomia;
l no campo da matemática, desenvolveram a álgebra e a trigonometria.
Introduziram na Europa as obras de Arquimedes e Euclides, e os números
arábicos que trouxeram da Índia;
l a literatura dos árabes é uma das mais ricas e fascinantes da História. Suas
lendas e contos são apreciados ainda hoje. Os mais populares são A lâmpada
de Aladim, As mil e uma noites e Sinbad, o marujo;
l no campo da filosofia, destacaram-se pela tradução das obras de Platão
e Aristóteles, que chegaram à Europa medieval levadas por eles;
l sua medicina foi a mais avançada da Idade
Média: criaram as primeiras clínicas e escolas
médicas. Seus farmacêuticos e médicos
desfrutavam fama mundial.
As artes
O Alcorão proibia a representação de figuras
humanas. A civilização muçulmana produziu
uma arquitetura admirável que introduziu novos
elementos, tais como o uso do arco com
ornamentos geométricos, o arabesco, presente

em mesquitas e palácios.

A CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA






A Mesopotâmia é uma região histórica do Oriente Médio (Ásia), incluída no Iraque
e banhada pelos rios: Tigre e Eufrates. A palavra mesopotâmia, em grego, significa região
entre rios. Estendendo-se desde o Deserto da Síria , a N.O,até as margens do Golfo
Pérsico, a S.E., compreende duas áreas distintas:
1. O Planalto ou Alta Mesopotâmia , de constituição geológica complexa, onde
predominam formas muito eruditas;
2. A Planície ou Baixa Mesopotâmia , de origem rudimentar recente, cheia de lagoas,
pântanos e canais naturais.
Uma elevação de 75 metros de altura, situada nas proximidades da cidade de
Bagdá, marca o limite entre ambas.
É exatamente nesse ponto que se aproximam bastante os cursos dos dois famosos
rios: o Tigre, que desce das montanhas do Curdistão, e o Eufrates, que procede do
Planalto da Anatólia, entrelaçando suas águas através de pântanos , lagos e canais.
Afastam-se a seguir, para reencontrarem-se pouco antes da foz, fundindo-se num só: o
Chat-el-Arab (Rio dos Árabes), que se lança no Golfo Pérsico.
Em junho e julho, as águas desses rios avolumam-se, devido à fusão das galerias
existentes nas cabeceiras e pelas fortes chuvas que caem nos cursos superiores e
transbordam por sobre a planície, fertilizando-se nas cabeceiras.
Essa rica planície atraiu uma série de povos, que se encontraram e se
misturaram , empreenderam guerra e dominaram uns aos outros , formando o que
denominamos "civilização mesopotamica". Entre esses povos temos:
1. Os Sumérios
2. Os Babilônicos
3. Os Assírios
4. Os Caldeus
II – RELAÇÕES SOCIAIS NA MESOPOTÂMIA
A sociedade mesotâmica era dividida em castas. Os sacerdotes, os aristocratas, os
militares e os comerciantes formaram castas privilegiada (a minoria). A maioria da
população era formada pelos artesões, camponeses e escravos.
III – A RELIGIÃO
Os mesopotâmicos adoravam diversas divindades e acreditavam que elas eram
capazes de fazer tanto o bem quanto o mal. Os deuses diferenciavam-se dos homens por
serem mais fortes, todo-poderosos e imortais. Cada cidade tinha um deus próprio, e,
quando uma alcançava predomínio político sobre as outras, seu deus também se tornava
mais cultuado.
No tempo de Hamurábi, por exemplo, o deus Marduc da Babilônia foi adorado
por todo o império.
A divindade feminina mais importante era Ihstar, deusa da natureza e da
fecundidade. Os Sumérios consideravam como principal função a desempenhar na vida,
o culto a seus deuses e quando interrompiam as orações, deixavam estatuetas de pedra
que os representavam diante dos altares, para rezarem em seu nome.
IV – ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
Os pântanos da antiga Suméria (hoje sul do Iraque), foram o berço das cidadesestados
do mundo. As cidades-estados pertenciam a um Deus, representado pelo Rei. A
autoridade do Rei estendia-se a todas as cidades-estados. Ele era auxiliado por
sacerdotes , funcionários e ministros .
Legislava em nome das divindades, assegurava as práticas religiosas, zelava pela
defesa de seus domínios, protegia e regulamentava a economia.
O mais ilustre soberano da Mesopotâmia foi Hamurábi, por volta de 1750 A.C.,
um Rei Babilônico, que conseguiu conquistar toda a Mesopotâmia . Hamurábi fundou
um vasto Império, ao qual impôs a mesma administração e as mesmas leis. Era uma
legislação baseada na lei de Talião (Olho por Olho, Dente por Dente, Braço por Braço, etc)
É o famoso código de Hamurábi, o primeiro conjunto e leis escritas da História.
V - A ECONOMIA
A Mesopotâmia manteve sempre permanente contato com os povos vizinhos.
Babilônia e Nínive eram ligadas entre si por canais e eram as duas cidades mais
importantes. A navegação nos rios Tigre e Eufrates era feita em barcos. As principais
atividades econômicas eram a agricultura e o comércio. Os mesopotâmios desenvolveram
também a tecelagem, fabricavam armas, jóias e objetos de metal; mantinham escolas
profissionais para o aprimoramento de fabricação de armas e cerâmicas.
Os comerciantes andavam em caravanas, levando seus produtos aos países
vizinhos e às regiões mais distantes. Exportavam armas, tecidos de linho, lã e tapetes,
além de pedras preciosas e perfumes.
Dessas terras traziam as matérias-primas que faltavam na Mesopotâmia, como o
Marfim da Índia, o Cobre de Chipre e a madeira do Líbano.
VI - A CIÊNCIA
Embora a roda do oleiro tivesse sido inventada nos tempos pré-históricos, foram
os Sumérios que construíram os primeiros veículos de rodas.
Desenvolvendo os conhecimentos adquiridos pelos Sumérios, os Babilônicos
fizeram novas descobertas, como o Calendário e o relógio de Sol.
Os Caldeus, sem dúvida, os mais capazes cientistas de toda a história
mesopotâmica, tendo deixado importantes contribuições no campo da astronomia. Os
mesopotâmios também conheciam pesos e medidas.
Podemos citar como legado Mesopotâmico:
Devemos aos Mesopotâmicos, vários elementos de nossa própria civilização,
como:
ü O ano de 12 meses e a semana de 07 dias,
ü A divisão do dia em 24 horas,
ü A crença nos horóscopos e os dozes signos do zodíaco,
ü O habito de fazer o plantio de acordo com as fases da lua,
ü O círculo de 360 graus,
ü O processo aritmético da multiplicação.
VII - A ESCRITA
A invenção da escrita é atribuída aos Sumérios.
Eles escreviam na argila mole com o auxílio de pontas de vime. O traço deixado
por essas pontas tem a forma de cunha (V), daí o nome de " escrita cuneiforme" .
Com cilindros de barro, os mesopotâmicos faziam seus contratos , enquanto no
Egito se usava o papiro.
Em 1986, foi descoberta por arqueólogos, perto de Bagdá, Capital do Iraque, uma
das mais antigas bibliotecas do mundo, datada do século X - A.C..
A biblioteca continha cerca de 150.000 tijolos de argila com inscrições
sumerianas. A literatura caracterizava-se pelos poemas religiosos e de aventura.
VIII - A ARQUITETURA
O edifício característico da arquitetura suméria é o zigurate, depois muito copiado
pelos povos que se sucederam na região. Era uma construção em forma de torre,
composta de sucessivos terraços e encimada por um pequeno templo.
Nas obras arquitetônicas os mesopotâmicos usavam tijolos cozidos (pois a pedra
era muito cara) e ladrilhos esmaltados. Preferiam construir palácios. As habitações de
escravos e homens de condições mais humildes eram às vezes, simples cubos de tijolos
crus, revestidos de barro. O telhado era plano e feito com troncos de palmeira e argila
comprimida. As casas simples não tinham janelas e à noite eram iluminadas por
lampiões de óleo de gergelim.
IX - A ARTE NA MESOPOTÂMIA – CONCLUSÃO
Para falarmos da arte desta civilização que é um aglomerado de vários povos como
os Sumérios, Assírios, Babilônios, Hebreus, Fenícios, Medos, Persas e Hititas, devemos
dizer que a Bíblia nos conta dos Tribunais de Justiça entre os Assírios, da Torre de Babel
e da faustosa Nínive.
Do cativeiro de 60 anos dos judeus e da conquista de Nabucodonosor. Da
sentença de Deus contra a grande prostituta e das salvas da sua ira, que sete dos seus
anjos derramaram sobre as terras do Eufrates. Os profetas Isaías e Jeremias pintaram
suas visões terríveis da destruição do mais famoso entre os reinos.
Há pouco mais de um século, toda a ciência Assíria era para nós um livro
fechado. Hoje, será possível escrever a história de mais de dois mil anos de Mesopotâmia
e pintar os verdadeiros caracteres de seus senhores.
A cólera do Senhor está situada exatamente entre os rios Tigre e Eufrates.
Falar sobre a civilização nos faz perceber um mistério que envolve todo um povo e
uma história.
Esta civilização foi profeticamente condenada a desaparecer. " Ele estenderá a
mão contra o Norte e destruirá a Assíria e fará de Nínive uma desolação e a terra árida
como um deserto onde tudo se deitará".
A terra entre os dois rios, escondeu durante séculos, palácios, templos e estátuas
de reis e deuses. Foi uma civilização rica e cheia de mistérios. Os palácios suspensos ,
jardins afrodisíacos ornados com tijolos vitrificados e alabastro, leões alados, touros,
águia e estatuas gigantescas denominadas de guerreiros de Jeová. Era para nós um livro
fechado e a poucos decênios os soberanos assírios nos pareciam lendas e fantasmas.
Somente a Bíblia nos mostrava a verdade desta civilização e não os fatos
comprovados que a ciência necessita. Passagens significativas como o Livro dos Mortos,
Sodoma e Gomorra, Noé, Moisés, Golias, Guerra de Tróia, a Ilíada e a Odisséia se eram
estórias ou lendas, realidade ou fantasia, o que podemos concluir é que nos foi deixado
um grande legado em esculturas, escritas, baixo relevo e pintura nas escavações
realizadas em 1840.
O povo desta época atingiu um alto nível de desenvolvimento na matemática ,
astronomia, medicina e nas ciências.
A pintura era subsidiária da escultura e a decoração colorida era um poderoso
elemento de complementação das atitudes religiosas.
A pintura tinha ausência das três dimensões , onde ignoravam a profundidade.
Nos baixos relevos, o uso de conchas, mosaicos vitrificados e madrepérolas se
sobressaiam nas colunas e muros.
Na música encontram-se instrumentos gravados em pedras e do seu sistema
musical nada chegou até nós.
Na decoração a pedra era esculpida em frisos com motivos circulares e as
combinações decorativas obtidas com suas disposições variadas, descendem dos motivos
antigos e bizantinos. O gesso entalhado e o estuque, cujo emprego foi amplamente
utilizado na Pérsia para revestir as paredes.
A madeira era esculpida e com um sistema de marchetaria encontravam-se nsa
portas e sarcófagos.
Na cerâmica os jarros de bronze eram criados com relevos ora lavrados, ora
rendilhados com frisos e medalhões em azuis-lazurita, verdes-turquesa, ouro, cinábrios,
granadas e rubis.
O vidro era esmaltado, moldado e entalhado na cor vermelha e dourado sobre
fundo claro.
O bronze e o cobre e às vezes o ouro eram muito usados nos utensílios ou para
simples enfeite para portas.
Na religião os deuses deram destaques
ü Anou - deus do Céu
ü Enki – deus da Terra
ü Nin-ur-sag – deus da Montanha
ü Assur – deus Supremo
A relação com os deuses era marcada pela total submissão às suas vontades.
X - MÚSICA E DANÇA
A música na Mesopotâmia, principalmente entre os babilônicos, estava ligada à
religião.Quando os fiéis estavam reunidos, cantavam hinos em louvor dos deuses, com
acompanhamento de música. Esses hinos começavam muitas vezes, pelas expressões: "
Glória, louvor tal deus; quero cantar os louvores de tal deus", seguindo a enumeração de
suas qualidades, de socorro que dele pode esperar o fiel.
Nas cerimônias de penitência, os hinos eram de lamentação: "aí de nós",
exclamavam eles, relembrando os sofrimentos de tal ou qual deus ou apiedando-se das
desditas que desabam sobre a cidade. Instrumentos sem dúvida de sons surdos,
acompanhavam essa recitação e no corpo desses salmos, vê-se o texto interromper-se e
as onomatopéias "ua", "ui", "ua", sucederem-se em toda uma linha. A massa dos fiéis
devia interromper a recitação e não retomá-la senão quando todos, em coro tivessem
gemido bastante.
A procissão, finalmente, muitas vezes acompanhava as cerimônias religiosas e
mesmo as cerimônias civis. Sobre um baixo-relevo assírio do British Museum que
representa a tomada da cidade de Madaktu em Elam, a população sai da cidade e se
apresenta diante do vencedor, precedida de música, enquanto as mulheres do cortejo
batem palmas à oriental para compassar a marcha.
O canto também tinha ligações com a magia.
Há cantos a favor ou contra um nascimento feliz, cantos de amor, de ódio, de
guerra, cantos de caça, de evocação dos mortos, cantos para favorecer, entre os
viajantes, o estado de transe.
A dança, que é o gesto, o ato reforçado, se apóia em magia sobre leis da
semelhança. Ela é mímica, aplica-se a todas as coisas:- há danças para fazer chover,
para guerra, de caça, de amor etc.
Danças rituais têm sido representadas em monumentos da Ásia Ocidental,
Suméria. Em Thecheme-Ali, perto de Teerã; em Tepe-Sialk, perto de Kashan; em Tepe-
Mussian, região de Susa, cacos arcaicos reproduzem filas de mulheres nuas, dando-se as
mãos, cabelos ao vento, executando uma dança. Em cilindros-sinetes vêem-se danças no
curso dos festins sagrados (tumbas reais de Ur).
Em casos de possessão os serviços religiosos contavam com dançarinos, natores e
músicos.
BIBLIOGRAFIA – CONSULTADA e CITADA
GEORGES CONTENAU – A Civilização de Assur e Babilônia
p. 108-110 e 204-205
ENCICLOPÉDIA BARSA – v.9 – p. 167-169
SISTEMA BRASILEIRO DE CONSULTA (SIBRAC) – v.4, p.1775
PILETTI, N. & PILETTI, C. – História E Vida - v.3, p. 33-38

ONDE VIVEM OS INDÍGENAS HOJE






HÁ MAIS DE 500 ANOS QUANDO CHEGARAM OS PRIMEIROS HABITANTES PORTUGUESES, OS INDÍGENAS JÁ HABITAVAM O ATUAL TERRITÓRIO BRASILEIRO HAVIA MAIS DE 11 MIL ANOS.OS POVOS INDÍGENAS APRESENTAVAM CULTURAS DIFERENTES, O QUE SIGNIFICA QUE TINHAM DISTINTOS MODOS DE VIVER,DE FALAR E DE SE RELACIONAR COM A NATUREZA.
ATUALMENTE, EXISTE CERCA DE 233 POVOS INDÍGENAS NO NOSSO PAÍS, QUE FALAM MAIS DE 180 LÍNGUAS.ALGUNS EXEMPLOS SÃO : CARAJÁ, BORORO, TERENA, TICUNA, PAXOTÁ, XAVANTE, YANOMANI, GUARANI,KAMAIURÁ E KRAHÔ.
A MAIOR PARTE DESSES INDÍGENAS VIVE NAS CHAMADAS TERRAS INDÍGENAS, QUE SÃO ÁREAS DEMARCADAS E PROTEGIDAS PELO GOVERNO E GARANTIDAS PELA  NOSSA CONSTITUIÇÃO. OS POVOS INDÍGENAS TEM HOJE O DIREITO SOBRE TERRAS QUE TRADICIONALMENTE OCUPAM.

O BRASIL ANTES DOS BRASILEIROS


Quando o Brasil começou a ser habitado por seres humanos?A resposta a essa pergunta tem sido buscada por inúmeros cientistas e pesquisadores.Ao estudar vestígios humanos muito antigos em cavernas brasileiras, eles descobriram que as terras onde hoje é o Brasil começaram a ser habitadas há milhares de anos por diferentes povos.
Foram encontraos e analisados objetos, restos de alimentos, armas,enfeites,gravuras e pinturas rupestres, que permitem saber como viviam esses primeiros habitantes da nossa terra.Os vestígios mais antigos foram encontrados em São Raimundo Nonato, no Piauí, uma região cheia de cavernas.
Como viviam os primeiros habitantes do Brasil?Os seres humanos que habitavam, em épocas pré-historicas, as terras que hoje é o Brasil viviam de caça de animais, da pesca e da coleta de frutas e raizes comestives.Eles aprenderam a explorar os diversos recursos do territorio em que ocupavam.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Projeto político-pedagógico

 

Projeto político-pedagógico envolve a organização do trabalho na escola, o que supõe reflexão e discussão crítica, fundamentando as transformações internas na organização escolar. Tem como princípio orientador a aprendizagem de qualidade para todos os alunos, pressupõe uma concepção de sociedade justa e democrática, visa formar o aluno crítico, participativo, criativo e responsável em uma escola transformadora e autônoma.

O projeto deve ser comprometido com as camadas populares, focando a participação coletiva e eliminando o individualismo, gerando solidariedade. O projeto da escola tem a dimensão pedagógica diante da sua finalidade de formar este cidadão crítico como foi exposto e sua dimensão política pressupõe uma formação voltada para um determinado tipo de sociedade.

É necessário garantir, na escola, formas de estimular a participação de todos, garantindo transparência nas decisões através de um processo de gestão democrática, o que envolve na escola: eleição para escolha de diretores e representantes de turma, colegiados com representações de pais e alunos, associação de pais e mestres, grêmio estudantil, planejamento e avaliação continuada.

O projeto pedagógico da escola deverá conter componentes estruturais e conceituais fundamentados, que servirão de parâmetros para o trabalho educativo da instituição. Exige mudança de postura, onde a comunidade escolar passa a ser dirigente e gestora da escola.

O professor necessita ser um pesquisador que questiona o seu pensamento e a sua prática para poder tomar decisões e criar respostas adequadas para a situação concreta do seu fazer. O professor como qualquer outro profissional, vive um processo histórico, caracterizado por mudanças contínuas e pela presença de produtos sociais, por exemplo, que emergem da tecnologia da informação, para os quais nem sempre está preparado para participar e intervir.

 No entanto, ainda encontramos sistemas de ensino amarrados a práticas tradicionais, como se as zonas indeterminadas da prática não fossem caracterizadas pela incerteza, singularidade, conflitos de valores. A ausência de espaços para a construção de conhecimentos críticos levam alguns contextos escolares a inviabilizarem a prática reflexiva sobre os saberes teóricos e práticos.

sábado, 28 de maio de 2016

SERVIÇOS DE UTILIDADE E EMERGÊNCIA PÚBLICA

SERVIÇOS DE UTILIDADE E EMERGÊNCIA PÚBLICA 

AGROPECUÁRIA E IMPACTOS AMBIENTAIS




          A agropecuária é o conjunto de atividades ligadas a agricultura e á pecuária.Apresenta grande importância para a humanidade e para a economia, visto que sua produção é destinada ao consumo humano.No entanto, vários problemas ambientais estão sendo desencadeados em virtude da expansão da agropecuária e da utilização de métodos para o cultivo e criação de animais.
        O desmatamento é uma prática muito comum para a realização da agropecuária.Extinção de espécies animais e vegetais, desertificação, erosão, redução dos nutrientes do solo, contribui para o aquecimento global.
        Outro agravante é a utilização de agrotóxicos (insetidas e herbicidas) que contaminam o solo, o lençol freático e os rios.
        Portanto, diante da necessidade de produzir alimentos a emanda global e ao mesmo tempo preservar a natureza, é necessário que métodos sustentáveis sejam implantados na agropecuária, de forma a reduzir os problemas ambientais provocados por essa atividade.



fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br
obs: compartilhei porque achei muito importante as colocações.